Quebrando mitos sobre o Capitalismo

Apesar de eu já ter gravado um vídeo para o meu vlog a respeito desse tema, acabei resolvendo escrever e detalhar mais para quem se interessou e ainda tem dúvidas sobre o livre-mercadismo. Primeiramente, é necessário entender que o verdadeiro termo é libertarianismo e liberalismo e ao contrário do que esquerda pensa, será mesmo que tal organização social e voluntária de trocas pacíficas e voluntárias é coisa de burguês?

Largue já toda a sua concepção de capitalismo, forças de produção e essas baboseiras que você aprendeu nas aulas de sociologia ou em faculdades públicas regadas de orgia. Libertarianismo é uma filosofia baseada no princípio da não agressão e no direito de auto-propriedade. O princípio da não agressão diz que é ilegítimo iniciar força e agressão contra inocentes, não agressores, e isso inclui que o estado compulsório, que tributa à força, é completamente ilegítimo e imoral. O direito de auto-propriedade é simplesmente o conceito de que você é dono de si mesmo, do próprio corpo, portanto você pode fazer o que quiser com ele desde que não venha a agredir a liberdade e propriedade de terceiros.

Já vemos aqui uma correlação clara entre vida, liberdade e propriedade. Negar direito à vida é aceitar que outras pessoas tem direito de te assassinar. Negar direito de liberdade é implicar que outras pessoas podem te escravizar, te censurar, de te inibir de alguma forma de exercer qualquer ação que não resulte em agressão a outra pessoa. Negar o direito de propriedade, a propriedade privada, como prega os coletivistas, hora, é negar a liberdade, a vida e que você é dono de seu próprio corpo!

Propriedade privada não necessariamente é aquele objeto que você compra. Propriedade privada, antes de tudo, começa pelo seu corpo, e as propriedades que você se apropria legitimamente se torna uma extensão de seu corpo, do seu poder de propriedade. É completamente natural, legítimo e moral prezar pelos seus objetos, pois eles são frutos de seu trabalho, de sua produção, de seu tempo e suor que foi convertido em valor de compra o que possibilitou a sua troca por outras coisas que você desejava.

A princípio, libertarianismo é você trocar pacificamente propriedades com outras pessoas através de contrato, uma cooperação pacífica que resulta em benefício de ambos, caso não resultasse, a troca não seria realizada. Essa operação voluntária toda que é realizada naturalmente e espontâneamente é o mercado, o mercado somos nós cooperando pacificamente, ao contrário do que afirmam os coletivistas, apontando o mercado como uma entidade do mal que é externa a nós mesmos.

Livre mercado causa exploração do trabalhador contra o empregado?

Claro que não, se você falou isso baseado na época da industrialização onde os empregados enfrentavam enormes jornadas de trabalho, então você está fazendo críticas baseadas em falsas premissas. Quando um país completamente subdesenvolvido adota o capitalismo, o início da industrialização começa e o volume de produção é baixa, a competição é pouca por enquanto, e por isso que na transição para o livre mercado cria-se uma demanda grande por emprego e pouca oferta de trabalho, já que poucas indústrias, por enquanto, existem no mercado, por isso que o volume de produção era baixo e isso implicava em uma jornada de trabalho grande naquela época. Mas não quer dizer de forma alguma que aquilo era uma característa do livre mercado.

Quando se começa a surgir novas empresas e os empregados a prosperar, novas competições causam baixas nos preços e maximização da qualidade dos seus serviços e também um equilíbrio entre oferta de emprego e demanda criando-se uma média salarial razoável para quem é pouco desqualificado, e tudo isso sem salário mínimo e sem regulações trabalhistas!

O salário mínimo é extremamente prejudicial e repito, para todos os menos qualificados, pois assim como o controle de preços causa escassez de oferta, com o salário mínimo não muda, é controle de preço do mesmo jeito e acaba causando pouca oferta de trabalho e um excesso de demanda por emprego entre os jovens desqualificados e os pobres.

Com um salário mínimo decretado é determinar que ninguém pode trabalhar por menos que aquilo, ou seja, ninguém pode negociar nada que o leve a trabalhar naquilo recebendo menos, isso faz com que os empresários cortem gastos e passem a demitir os menos qualificados uma vez que a oferta de emprego será escassa e muito custosa para o empregador, ele irá exigir uma maior qualificação, afinal ele não quer ter gastos exorbitantes com inexperientes.

Dessa forma, todas as empresas passam a contratar somente quem tem alta qualificação, e os mais jovens que estariam dispostos a trabalhar por menos, para assim adquirir experiência, juntar dinheiro e investir em si mesmo para trabalhar futuramente por um cargo melhor e com um salário muito maior. E para completar, o governo decreta leis trabalhistas onde obriga o empregador a dar férias não remuneradas, plano de saúde, seguro maternidade para as mulheres – o que já é estupidez, devido a esses direitos para as mulheres, os patrões as demitem e até evitam contratar mulher para não poder arcar com custos maiores – e outras regalias, o que acaba encurtando o orçamento da empresa e até dificultando o crescimento de pequenas empresas.

Progressistas, não se enganem, usar do estado para se infiltrar em negociações livres quebra a harmonia do mercado e das contratações, lembre-se que os empresários são a demanda por mão de obra e os empregados são a demanda por empregos, por salários, ambos se dependem entre si, esse papo de que empresário sempre está acima é mito, pelo menos em um ambiente livre mercadista.

Seguro desemprego não dá incentivo para o desempregado procurar por novos empregos e férias remuneradas é custo a mais para o empregador, uma vez que um empregado simplesmente não produz, mas mesmo assim o governo obriga o empregado a remunerá-lo, isso sempre resulta em cortes de gatos e sempre alguém paga a conta.

Regalias trabalhistas para as mulheres só resulta em demissão das mesmas, o empregador para evitar prejuízos e custos altos simplesmente demite a mulher grávida, podendo ela negociar a pedir licença sem remuneração e garantir o cargo, mais uma vez a intervenção estatal causa consequências negativas.

Recentemente estava previsto uma lei que obrigava os empregadores a pagar mais para as mulheres. Outra burrice progressista, mulheres são indivíduos e assim como os homens tem que receber salários de acordo com suas capacidades produtivas. Decretar salário maior para elas só resultará na demissão das mesmas e inclusive uma diminuição de contratações de mulheres, uma vez que os empresários vão evitar custos maiores em ter que pagar mais e outros benefícios que o governo decretou.

Os países escandinavos são exemplos de países socialistas?

Não, todos os países europeus escandinavos cresceram e se desenvolveram com o livre mercado, e depois que adotaram o estado assistencialista o crescimento ficou travado, esses países só estão sólidos graças a suas pequenas populações e seus estados desburocratizados.

Na Dinamarca por exemplo, criar uma empresa custa apenas 3 dias de duração e as leis trabalhistas não babam o trabalhador, o empregador é livre para demitir quem ele bem entender e sem ter que pagar indenização nenhuma. Todos esses países possuem uma certa liberdade de mercado muito maior que o Brasil e restantes países, então é ilógico atribuir seus desenvolvimentos ao seus estados. Qualquer tipo de desenvolvimento se dá pelo mercado, pelos indivíduos.

Capitalismo é corporativismo?

De forma alguma, o exemplo que temos hoje dos EUA, Brasil e demais países que praticam o corporativismo não podem ser chamados de países liberais. É exatamente a intervenção do estado na economia e altos tributos e regulamentos que causam pouca competição e desestimula o volume de produção deixando somente grandes empresas se sustentarem no mercado monopolizando tudo.

A aliança entre corporações e o estado se forma a partir do momento em que o estado é grande e abre brechas para subornos de empresários e alianças que combinam com legisladores para propor leis em benefício próprio e eliminar a concorrência. Um grande exemplo disso são donos de restaurantes que querem regulações e restrições as redes de fast-food somente para eliminar a concorrência, mas com uma proposta travestida de “manter a saúde pública”.

Em toda a história, todo cartel e monopólio se formou com o auxílio estatal. A partir do momento em que o estado regula a economia, monopoliza a emissão da moeda, controla os preços e as taxas de juros, repassar recursos públicos para certas empresas crescerem em detrimento de outras, isso jamais deve ser chamado de capitalismo. O livre mercadismo defende que o empresário deve crescer atendendo diretamente as necessidades do consumidor, da demanda, e não o que se beneficia de recursos estatais para crescer.

O consumidor é o soberano, sendo ele a decidir o direcionamento das produções e o sucesso das empresas. A empresa que melhor atender as necessidades de sua demanda, será beneficiada com lucros e aquelas que forem ineficientes saíram do mercado, perdendo o lugar para novas empresas mais eficientes. De forma alguma capitalismo também é pacote de seguros para evitar o falecimento das mesmas. Banco ineficiente é para quebrar e o banqueiro tende a arcar com os custos.

Em um ambiente livre mercadista, nenhum monopólio bancário deve existir, a emissão da moeda deve ser de responsabilidade de cada banco e cada um deve emitir sua própria moeda, competindo entre si, e a demanda escolherá aquela que é mais estável, provavelmente aquela do banco que não pratica reservas fracionárias e tem sua poupança genuína com lastro baseado em ouro.

Capitalismo é crescimento genuíno, sustentável, sem bolhas criada pelo governo, sem estímulos ilusórios estatais que resultam em consequências drásticas no longo prazo. Nenhuma crise foi causada pelo livre mercado. Ao longo da história todas as crises foram causadas pela intervenção do estado pela liberação de crédito e uma baixa taxa de juros artificial, levando empresários a investirem em certos projetos erroneamente, baseado em uma distorção de mercado, levando a mais quebras e falências no futuro.

O mercado é a melhor forma também de proteger o meio ambiente. Se você quer preservar matas e rios, evitando pescas equivocadas em períodos de gestão dos peixes, você se junta com outros moradores próximo a floresta e compra pedaços de terra, isso não fica caro se você repartir os custos com cada morador e os próprios moradores podem contratar guardas florestais que irão vigiar os rios e florestas.

Poluição por parte das indústrias só existe devido ao contraste entre espaço público e privado, se uma indústria poluir um rio privado isso será uma agressão, prevendo punição, multa e até fechamento da indústria, dependendo da decisão judicial do estado mínimo. Mas se o espaço for público, quem se importará com isso? O grande empresário polui tudo e ainda suborna os burocratas para evitar processo nas costas. Mas isso não acontece se tudo for privado.

Voltando ao assunto dos monopólios e cartéis. Ao longo da história da minarquia americana, todos os monopólios que surgiram foram naturalmente por escolha do consumidor e inevitavelmente durou pouco tempo, perdendo espaço para novas empresas; e sem falar que todas as tentativas de cartéis foram falhas e desmanchadas pela própria concorrência.

Num ambiente de livre mercado empresários não querem repartir clientes, eles simplesmente querem mais clientes, querem ultrapassar seus concorrentes e formar cartel não é eficiente nisso, e sem falar que a vasta concorrência no livre mercado torna impossível a possibilidade de todos os empresários do setor combinarem preços, sempre irá sobrar outros que não compartilharão com o cartel.

Privado x Público

Já foi provado por Ludwig von Mises que uma economia completamente estatal é impossível pela impossibilidade do cálculo econômico numa economia socialista, todos os preços serão arbitrários e o estado sem competição é incapaz de prever as necessidades e direcionamentos da demanda.

Todo ambiente público é caótico e é ineficiente com seus gastos. Até mesmo o sistema público de saúde sueco, que é considerado o melhor do mundo tem sérias falhas básicas de atendimento, racionamento de recursos. Houve vários casos de suecos que morreram por terem seus atendimentos recusados pelos burocratas, para evitarem gastos de recursos.

Diferente no livre mercado, onde há maiores gastos e sem falar que você tá pagando diretamente, é atendimento garantido. Espaço privado requer ordem, uma vez que é administrado para o consumidor e para competir, tendo incentivos para melhorar os serviços. E cada trabalhador é pressionado a trabalhar mais e motivado a dar o melhor de si para conseguir maiores salários. Se ele for ineficiente, é olho da rua! E nada mais justo, na vida nada deve ser dado de mão beijada como os progressistas acham, você tem de trabalhar e dar duro para conquistar o que você quer.

Um empresário rico de hoje já foi pobre um dia, e ele teve que trabalhar, juntar dinheiro e investir para isso. E só o livre mercado proporciona tal meritocracia. Um espaço público pode censurar, matar e oprimir. No espaço privado se qualquer tipo de racismo for praticado, ele perderá clientes para o concorrente. Nenhum empresário está sujeito a prejuízos só para colocar suas razões subjetivas racistas em prática na empresa. Isso não acontece.

É por essas e outras que eu digo: um estado grande e intervencionista é a causa de toda a pobreza e de todos os problemas socio-econômicos. Essa é a história de sua escravidão, de sua pobreza. Capitalismo, livre mercado, libertarianismo não é corporativismo!

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Vlogueiro do canal "Nota Libertária" e editor do blog.

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