Publicado em 19 de julho de 2014 | por Reason Magazine

O governo contra os ônibus baratos de Chinatown

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A indústria de ônibus de longas distâncias originalmente era dominada por pequenas companhias heterogêneas competindo ferozmente para ganhar consumidores, apenas para depois se tornar um cartel protegido pelo governo com o declínio do número de passageiros e de todo o espírito competitivo por conglomerados. Meio século depois, os ônibus retornaram a sua origem gloriosa, mas hoje em dia está em perigo de se tornar novamente um protetorado do estado.

Nos anos de 1910, as primeiras companhias de ônibus americanas começaram a pegar passageiros nas principais ruas de todo os EUA. Havia poucas barreiras à entrada; empreendedores sem muito capital podiam comprar ou alugar um ônibus e começar a fazer rotas regulares em frentes de hotéis e esquinas.

Em poucos anos, os governos locais interviram para proteger as companhias já estabelecidas da competição. Em 1925, a maioria dos estados exigiram que as companhias de ônibus aplicassem para uma licença para atuar em algumas rotas em particular. A lei Motor Carrier Act de 1935 pôs a Comissão Federal Comercial Interestadual (ICC) em posição de regular as viagens de ônibus. O ICC fez de tudo, desde determinar o valor das passagens para garantir as companhias já estabelecidas o direito exclusivo para operar entre certas cidades.

Protegidas da competição, as companhias de ônibus cresceram indiferentes às mudanças de gosto de seus consumidores. Os americanos realocaram para os subúrbios, enquanto as viagens de carro e avião explodiram em popularidade. Como as rodoviárias se tornaram perigosas e decrépitas, as companhias de ônibus faliram em alterar seus modelos de negócios. Depois da Segunda Guerra Mundial, as viagens de ônibus nos EUA caíram pela metade em uma década e continuou decaindo.

A indústria definhou pela próxima metade de século. EM 1982, o presidente Reagan desregularizou as viagens de ônibus intermunicipal, que abriu caminho para as novas companhias entrarem no negócio e começaram a brigar para ganhar novamente passageiros, mas pela próxima década e meia quase nada mudou. Então no fim dos anos 1990, um grupo de imigrantes da Província de Fujian, China, reinventou a indústria de ônibus em Chinatown, New York. Esses empreendedores levaram os ônibus de volta às suas origens de pegar passageiros diretamente das ruas ao invés das tradicionais rodoviárias (As companhias de ônibus de Chinatown tornaram-se conhecidas como ‘operadoras de calçada’). Novamente, basicamente o que se precisava para começar uma empresa de ônibus era um ônibus.

As empresas de Chinatown também descobriu uma forma de vencer consumidores que iludiu as empresas convencionais por décadas: cobrar preços realmente baixos. Em pouco tempo, companhias como a Greyhound, Peter Pan e Coach USA começaram novos serviços de calçada, e hoje os ônibus intermunicipais é a forma mais crescente de viagem intermunicipal nos EUA.

Hoje, a história está se repetindo. Uma investida de novas regras de segurança está forçando pequenas empresas a sairem dos negócios, permitindo que os corporativistas ganharem uma maior porção do mercado. Em 31 de Maio de 2012, a Administração de Segurança de Transporte Motorizado Federal fechou 26 empresas de ônibus em um único dia, e desde então forçou mais 15 fechamentos.

Para um estudo de caso da incompetência governamental de regular as viagens de ônibus, leia o texto da Reason:
http://reason.com/archives/2013/07/16…

A regulação exagerada das companhias de ônibus na verdade tornam os passageiros um pouco menos seguros. Desde os fechamentos, os preços das passagens aumentaram consideravelmente. Isso significa que menos pessoas estarão dispostas a viajar de ônibus e deixar seus carros em casa. Porque os ônibus são muito mais seguros que os carros, agora é mais provável que os passageiros morram nas rodovias.

Apresentado por Naomi Brockwell. Escrito, gravado e editado por Jim Epstein.

Transcrição e tradução de Robson da Silva
Sincronização de Ivanildo Terceiro

Original

Portal Libertarianismo: “Evoluindo Ideias e Indivíduos.”
www.libertarianismo.org

 


Sobre o autor

Reason Magazine

Reason é uma revista libertária publicada pela Reason Foundation. Com uma circulação de cerca de 50.000 exemplares, foi eleita uma das melhores revistas dos EUA pela Chicago Tribune.



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