Objetivismo é a filosofia do individualismo racional fundado por Ayn Rand (1905-1982). Em romances como A Nascente e A Revolta de Atlas, Rand dramatiza seu homem ideal, o produtor que vive por seu próprio esforço e não dá nem recebe o imerecido, que honra as conquistas e rejeita a inveja. Rand estabelece os detalhes de sua visão de mundo em livros de não ficção como A Virtude do Egoísmo e Capitalismo: O Ideal Desconhecido.
Objetivismo sustenta que não há nenhum objetivo moral maior do que atingir a felicidade. Mas ninguém pode alcançar a felicidade por desejo ou capricho. Fundamentalmente, isso requer respeito racional pelos fatos da realidade, incluindo os fatos a cerca da nossa natureza humana e necessidades. Felicidade requer que se viva por princípios objetivos, incluindo integridade moral e respeito pelos direitos de outros. Politicamente, objetivistas defendem o capitalismo laissez-faire. Sob o capitalismo, um governo estritamente limitado a proteger o direito de cada um a vida, liberdade e propriedade proíbe que qualquer um inicie força contra outros. Os heróis do objetivismo são empreendedores que criam negócios, inventam tecnologias, criam arte e ideias, dependendo dos seus próprios talentos e das trocas com outras pessoas independentes para alcançar seus objetivos.
Objetivismo é otimista, sustenta que o universo é aberto para as conquistas humanas e felicidade e que cada pessoas tem consigo a habilidade de viver uma vida rica, realizada e independente. Sua mensagem idealista permeia os romances randianos, os quais continuam a vender centenas de milhares cada ano para pessoas atraídas a suas histórias inspiradoras e suas ideias características.
O que é filosofia?
“Filosofia estuda a natureza fundamental da existência, do homem, e da relação do homem com a existência. ...No reino da cognição, as ciências especiais são as árvores, mas a filosofia é o solo no qual torna a floresta possível.” – Ayn Rand, “Filosofia, Quem Precisa Disso?” (p. 2)
Uma filosofia é um sistema de ideias compreensivo sobre a natureza humana e a natureza da realidade que nós vivemos. Ela é um guia para o viver, porque suas questões levantadas são básicas e persuasivas, determinando o curso que nós tomamos na vida e como nós tratamos outras pessoas.
Os tópicos que a filosofia levanta se desdobram em campos distintos. Os fundamentais são:
O sistema de ideias mais disseminado que oferece guia filosófico são religiões como o Budismo, Cristianismo, Judaísmo e Islamismo. Religiões diferem em suas filosofias não nos temas que elas levantam, mas no método que elas usam para levanta-los. Religiões tem suas bases em histórias míticas que datam de antes do descobrimento de métodos de racionalidade explicita de investigação. Muitas religiões hoje em dia apelam para a fé mística e revelação – modos de crenças que reivindicam validade independente da lógica e do método científico, ao menos para as grandes questões. Mas a maior parte das religiões tem suas origens no pré-racional do que no anti-racional, um conto com questões filosóficas em vez de um cientista.
Em grego, filosofia significa “amor da sabedoria”. Filosofia é baseada em argumentação racional e apela a fatos. A história das ciências modernas começa com investigações filosóficas, e o método científico de experimentação e prova permanece uma instância da aproximação geral que a um filósofo tenta trazer a uma questão: uma que seja lógica e rigorosa. Entretanto, enquanto hoje em dia as ciências focam em investigações especializadas em domínios restritos, as questões levantadas pela filosofia permanecem as mais gerais e mais básicas, as questões que fundamentam as ciências e suporta a base de uma visão de mundo.
A filosofia levanta algumas das questões mais profundas e amplas que existem. Abordar as questões em cada ramo da filosofia requer integrar tudo que alguém conhece sobre a realidade (metafísica) ou humanidade (epistemologia, ética, política e estética). Propor posições sensatas em filosofia é no entanto uma tarefa difícil. Filósofos honestos tem geralmente discordado sobre questões chave, e os desonestos tem sido capazes de colocar suas posições nessa mistura. Por essa razão, não há uma filosofia mundial, como há uma física. Ao invés disso, existem muitas filosofias.
No curso da história, filósofos tem oferecidos sistemas inteiros que tratam de posições em cada ramo da filosofia. Aristotle, o pai da lógica, criou um sistema na antiguidade, ensinando que nós podemos conhecer a realidade de atingir a felicidade. Em tempos mais modernos, filósofos como John Locke e Immanuel Kant escreveram relatos sistemáticos de seus pensamentos. Os filósofos mais modernos, entretanto, tem se especializado em uma área ou outra dentro da filosofia, embora algumas escolas de filosofia tenham emergido que são pautadas por posições gerais de seus membros em uma variedade de questões e os membros compartilham admiração por uma porção de figuras históricas. Essas escolas incluem o “pragmatismo”, o “positivismo lógico” e o “existencialismo”, mas são pouco conhecidas fora das aulas de filosofia moderna.
Hoje em dia questões filosóficas geralmente entram na vida pública através de movimentos políticos e sociais, alguns religiosos em inspiração, como o “conservadorismo cristão”, e outros seculares, como o ambientalismo coletivista e o socialismo. As ideias desses movimentos são geralmente chamadas de ideologias. Esse termo, “ideologia”, é outro nome para o “sistema de ideias” que nós estamos falando. Como o foco de um movimento ideológico é político, suas crenças políticas tendem a ser arraigadas em concepções compartilhadas da realidade, natureza humana e valores.
Porque todo mundo precisa de filosofia?
Porque o objetivismo é um sistema de ideias?
Qual é a visão objetivista da realidade (metafísica)?
Qual é a teoria objetivista do conhecimento (epistemologia)?
Qual é a posição objetivista em moralidade (ética)?
Qual é a visão objetivista do governo e da lei (política)?
O que o objetivismo considera ser arte (estética)?
Tradução de Juliano Torres. Texto de autoria de Willian R. Thomas.
http://www.atlassociety.org/what_is_objectivism
