Filosofia

O que significa ser um libertário em um sentido político é uma questão controversa, especialmente entre os próprios libertários. Não há uma única teoria que pode ser seguramente identificada como a teoria libertária, e provavelmente nenhum único princípio ou conjunto de princípios sobre qual todos os libertários podem concordar.

Contudo, há um certo conjunto de similaridades entre teorias libertárias que possa servir como uma estrutura para análise. Apesar de não haver muita discordância acerca dos detalhes, libertários são em geral unidos por um difícil acordo sobre um conjunto de princípios normativos, generalizações empíricas e recomendações de política.

Libertários são comprometidos com a crença de que indivíduos, e não estados ou grupos de qualquer outro tipo, são ambos ontologicamente e normativamente primários; que indivíduos tem direitos contra certos tipos de interferência forçosa sobre outros; que a liberdade, entendida como não-interferência, é a única coisa que pode ser demandada legitimamente dos outros como uma questão legal ou de direito político; que direitos de propriedade robustos e a liberdade econômica que segue a partir do reconhecimento consistente, são de importância central na garantia das liberdades individuais; que a ordem social não está em desacordo, mas desenvolve a liberdade individual; que o único uso adequado da coerção é defensivo ou para retificar um erro; que os governos estão sujeitos essencialmente os mesmos princípios morais que os indivíduos; e que a maior parte dos governos existentes e históricos tem agido inapropriadamente, já que eles tem utilizado a coerção para pilhagem, agressão, redistribuição e outros propósitos além da proteção da liberdade individual.

Em termos de recomendação de políticas, os libertários acreditam que a maior parte, se não todas as atividades atualmente feitas pelos estados devem ser abandonadas ou transferidas para mãos privadas. A versão mais famosa dessa conclusão encontra a expressão nas chamadas teorias do “Estado Mínimo” de Robert Nozick e Ayn Rand, e outros nos quais sustentam que estados podem legitimamente prover polícia, tribunais e defesa nacional, mas nada mais. Qualquer atividade além por parte do estado – regulando ou proibindo a venda ou uso de drogas, conscrição de indivíduos para o serviço militar, provendo apoio financiado por pagadores de impostos para os pobres, ou até mesmo construindo estradas públicas – é por si mesmo violador de direitos e portanto, ilegítimo.

Libertários defensores de uma ação estrita do Estado Mínimo podem ser distinguidos de dois grupos relacionados, que favorecem um papel maior ou menor para o governo, e quem pode ou quem não pode se denominar libertário. Do outro lado estão os chamados anarcocapitalistas que acreditam que até mesmo o estado mínimo é grande demais, e que o respeito adequado aos direitos individuais requer a abolição do governo, deixando a provisão de serviços de proteção para mercados privados. Há ainda aqueles que genericamente se identificam como liberais clássicos. Membros desse grupo tendem a compartilhar a confiança libertária no livre mercado e ceticismo sobre o poder governamental, mas estão mais propensos a permitir um papel maior para a atividade coercitiva por parte do estado, como permitir, dizem, provisão estatal de bens públicos ou até mesmo programas sociais por meio de impostos, desde que limitados.