Caminho: Libertarianismo
 
 

XXIV Fórum da Liberdade

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O Fórum da Liberdade, idealizado e organizado pelo Instituto de Estudos Empresariais (IEE), consolidou-se, ao longo de 23 edições, como um dos maiores eventos de debate de ideias das Américas. Analisando questões sociais, políticas e econômicas, busca um amplo embate de opiniões e a proposição de alternativas e sugestões para uma sociedade mais livre e próspera. Assim, forjado na crença de uma nação plural e livre, o Fórum da Liberdade é uma iniciativa que fomenta a cultura e a educação em nosso país.

O Fórum da Liberdade acontece anualmente desde 1988. A partir de 2004, passou a ser realizado na PUCRS, o que agregou ao seu público-alvo uma grande parcela de universitários. Com isso, o número de participantes tem aumentado a cada edição, reunindo um público seleto e diversificado, composto de grandes empresários, profissionais liberais, políticos, formadores de opinião, professores, estudantes e representantes dos principais meios de comunicação do país.

Em 23 edições, o Fórum já reuniu 298 palestrantes, sendo 81 deles estrangeiros, 4 ganhadores do Prêmio Nobel (James Buchanan, Gary Becker, Heckman e Douglass North), 4 chefes de Estado, 39 Lideranças Políticas Nacionais e Internacionais, 19 lideranças empresariais, 132 Acadêmicos e Intelectuais e 14 Ministros de Estado. Entre os grandes nomes presentes nas duas décadas do Fórum da Liberdade, já estiveram em Porto Alegre lideranças como Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Henrique Cardoso, Fernando Collor de Mello, Marco Maciel, Nelson Jobim, Ciro Gomes, Henrique Meirelles, Almir Pazzianotto, Paulo Renato Souza, Pedro Parente, José Serra, Roberto Campos, Armínio Fraga, Donald Stewart Jr, Jorge Gerdau Johannpeter, Henry Maksoud, Jorge Batle, Ruth Richardson, Domingo Cavallo, Hernan Büchi, Gary Becker, James Buchanan, James Heckman, Armando de La Torre, Felipe Larraín, Deepak Kumar Lal, Walter Willians, Mário Vargas Llosa, John Danilovich, César Maia, Geraldo Alckmin, Ricardo Murphy, Douglass North, Hernando de Soto, José Maria Aznar, Vicente Fox, Carlos Ghosn, Jorge Quiroga, entre outros nomes de mesma magnitude.

XXIV Edição

A liberdade é perseguida como um ideal pela humanidade desde tempos imemoriais. É o fim político supremo e a condição necessária para o sucesso das interações sociais. No entanto, na medida em que o mundo muda, a percepção e a vivência da liberdade também mudam.

A chamada era digital começa a derrubar os limites conhecidos para a liberdade – é quase uma quinta dimensão, na qual as barreiras conhecidas e todos os freios para a ação humana são derrubados, um a um.

A internet é, como diria Hayek, uma ordem espontânea, um espaço no qual a interação humana gerou um ambiente que não foi resultado do projeto de ninguém. Ninguém planejou que a

internet chegasse a ter tantos usos, e não podemos traçar com precisão como será o amanhã. Simplesmente agimos na rede, e percebemos que o resultado de nossas ações terminou por causar uma revolução no acesso à informação. Para aqueles que pensavam que uma ordem derivada de múltiplas e indeterminadas interações e comportamentos humanos era impossível de ser concretizada de forma organizada e sem intervenção, a era digital se apresenta como uma quebra de paradigmas.

Mas os novos meios de comunicação digitais não são apenas formas mais rápidas de acessar informação. Há uma novidade que é maior, e que influirá na cultura da liberdade de modo muito mais decisivo: o processo de educação é agora autodirigido. Cada indivíduo, com seu celular, seu computador, é o gestor do seu aprendizado. À frente, estão infinitas portas, todas as oportunidades e informações do mundo – e o caminho de descobertas traçado na nuvem de informação é único para cada um.

O indivíduo é agora o agente máximo de seu aprendizado. Mas não é só isso. O comércio, que já era global e atravessava fronteiras, agora as ignora – e todos comerciam diretamente, sem aduanas e atravessadores. A democracia também muda, e mais opiniões se espalham. Cada pessoa pode gerar conteúdo para todo o mundo. Mas há uma contrapartida: até onde vai o poder do Estado em um mundo em que toda a informação está disponível? O Big Brother, de George Orwell, está mais próximo do que nunca.

Todas essas questões nos trazem a um novo mundo, em que o velho ideal de liberdade mantém sua natureza, mas se apresenta de formas inovadoras, em espaços antes fechados e para pessoas antes apartadas.

Fruto da capacidade de cada um, e de todos ao mesmo tempo, a internet apresenta-se como uma revolução no conhecimento, e nos leva a questionar as consequências que afetarão as liberdades econômicas, políticas e civis. A nova geração traz em si a cultura da liberdade? Quais os limites e os desafios da liberdade nesse novo mundo?

Bem-vindos ao Fórum da Liberdade de 2011.

Para mais informações, acesse o site do evento aqui.