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Obama está fomentando uma nova Al-Qaeda

Publicado em 23 de janeiro de 2015 | por Ivanildo Terceiro

Em 1931, o lugar que viria a se chamar de Arábia Saudita era um dos locais mais pobres e desolados do mundo. O geólogo americano Karl Twitchell ainda não tinha aportado no deserto árabe e encontrado os indícios de petróleo que fariam a companhia estatal de petróleo saudita valer 7 trilhões de dólares. Naqueles tempos turvos, o reino tinha acabado de ser unificado pela ponta da espada do rei Ibn Saud e sofria com a rebelião de um grupo de fanáticos religiosos denominados Ikhwan. O mais irônico da situação, é que o grupo  fora armado e financiado por Saud, que o usava como tropa de choque para os seus serviços sujos. [1]

O rei mais tarde derrotou as tropas rebeldes com a ajuda de bombardeios britânicos, metralhadoras, e motos que humilhavam os camelôs ikwhanianos. Entretanto, esse tipo de situação – fomentar grupos extremistas para fustigar inimigos, para logo em seguida vê-los se transformando nos próprios inimigos – é algo ridiculamente comum no mundo árabe, mesmo para os padrões humanos.

Quando o General Gamal Abdel Nasser, então presidente-ditador do Egito de um secular que mantinha relações com a União Soviética,  sofreu um ataque cardíaco e morreu, o seu sucessor Anwar Al Sadat não teve dúvidas e passou a fornecer secretamente armas para o al-Gama’a al-Islamiyya, uma organização extremista islâmica, combater grupos marxistas e nasseristas que pudessem vir ameaçar o seu poder recém adquirido. Não demorou muito para que o grupo dominasse todo o ambiente intelectual egípcio, fazendo com que pela primeira vez na memória viva do Egito, mulheres de véu e homens barbados se tornassem algo comum nos campi [2]. Sadat mais tarde – após anos de fomento – tentou desmantelar esse e outros grupos jogando os seus líderes na prisão e proibindo suas atividades. Não deu certo. A cadeia fez com que extremistas conhecem outros extremistas e pudessem fortalecer os seus laços. Mais tarde, em 1981, em meio a uma parada militar, três soldados, infiltrados de um grupo de radicais descontentes com os acordos de Camp David, desembarcaram de um dos carros e metralharam Sadat até a morte. (colocaram no youtube e tudo)

A história da Al-Qaeda não é muito diferente. Tudo mundo já está careca de saber que Osama Bin Laden foi um dos principais organizadores da ajuda internacional dos mujahideen. Na época, a Arábia Saudita enxergava com maus olhos um regime ateu, comunista e que estava prestes a controlar a rota de suprimentos dos superproteleiros dos países árabes. Bin Laden, filho da terra, uma estrela ascensão dentro do circuito religioso islâmico, membro da segunda família mais poderosa do reino (perdendo apenas para o da próprio rei), e além de tudo, obstinado em se envolver na Jihad afegã surgiu como um anjo do céu, se tornando o controlador das doações sauditas e chefe dos estrangeiros que iriam combater em solo afegão. Pensando em dar seu próprio Vietnã aos soviéticos, os americanos fizeram um acordo em que cada dólar investido por eles seria igualado pelos árabes, com um início de 75 mil dólares, mas chegando a bilhões no futuro. [3] Esse dinheiro daria segurança financeira o suficiente para que anos mais tarde para que o Talibã e  a Al-Qaeda pudessem surgir no rastro da desocupação soviética.

Ayman al-Zawahiri – um dos fundadores da Al-Qaeda, amigo pessoal de Bin Laden, e depois da morte  do último  líder da organização – nunca escondeu o seu ódio pelos Estados Unidos, muito pelo contrário, quando um dos seus amigos americanos perguntou como ele poderia falar tão mal do país que o estava ajudando no combate aos comunistas no Afeganistão, Zawahiri não se furtou em afirmar que “[...] estamos ajudando americana para combater os russos, mas eles são igualmente ruins”. [4] 

Até a criação do Daesh – conhecido no Ocidente como Estado Islâmico/ISIL/ISL – contou com ajuda americana. No rastro da Primavera Árabe, a CIA despejou toneladas de armas e treinou vários grupos rebeldes que iriam libertar a Síria do regime laico de Assad. Um doce para adivinhar onde tudo isso foi parar.

O mais incrível é que ninguém parece aprender algo com tudo isso. Obama acaba de anunciar que vai enviar 1000 soldados com a missão de treinar “rebeldes moderados” para combater o Daesh na Síria. As tropas encontrarão os seus alunos na Arábia Saudita, Qatar e Turquia. Os dois primeiros países são monarquias absolutistas que seguem uma versão extremada do islamismo sunita, isto é, a real diferença entre eles e o Daesh é que não saem por anexando territórios de outros países (ainda). Não é preciso ser muito esperto para saber onde isso vai dar.

O Ocidente já deveria há muito tempo ter deixado de se meter nos assuntos árabes. Além da grande quantidade de inocentes mortos nas ações capitaneadas por ocidentais, o que só gera mais ódio e ressentimento, não existe fomentador maior de grupos terroristas do que as próprias potências ocidentais.

Nos últimos vinte anos só existiu um momento em que um país árabe foi forçado a lidar ele mesmo com terroristas criados dentro de casa.  Em 1992, surgiu na Argélia um grupo que pretendia iniciar um califado começando pelo país do Zidane. Sob alcunha de Groupe Islamique Armé (GIA), realizavam a rotina de grupos terroristas, atentados, bombas, etc. O que o Ocidente fez? Nada. Os argelinos cuidaram dos seus próprios problemas e deram fim a um grupo que você provavelmente nunca soube da existência. Política externa, assim como em todos os outros casos, é uma área que precisa de menos estado, e não mais.

Notas

[1] WRIGHT, Lawrence. O Vulto das Torres. Companhia das Letras. Edição Kindle. Posição 1313-1318. 

[2] Ibid. Posição 872

[3] Ibid. Posição 2139.

[4] Ibid. Posição 980-984.

Crise energética – Seria inevitável?

Publicado em 23 de janeiro de 2015 | por Roger Scar

‘País pode ter ‘problemas’ se represas de usinas chegarem a 10%, diz Ministro Braga’

‘Copasa admite situação crítica da água em MG e quer economia de 30%’

‘Maior reservatório de água do RJ atinge volume morto, diz ONS’

‘Falta de energia afetou abastecimento de água de 1,2 milhão, diz Sabesp’

Estas quatro chamadas, todas do site G1, são de fato muito preocupantes. O problema energético do Brasil não é recente, é mais uma daquelas tragédias que chegam a conta gotas e, com o passar do tempo, se tornam um maremoto.

A água é um recurso abundante. As formas de se tornar a água potável são muitas. E mais ainda são as formas de se produzir energia. Mas, ficamos estagnados a modelos arcaicos pelo simples fato de nossas políticas serem arcaicas e corporativistas. Quando não é o próprio Estado quem administra estes setores estratégicos, é sempre alguma empresa privada que monopoliza o setor em sua região, tornando qualquer concorrência impossível por meio de acordos políticos. Estes acordos – é desnecessário dizer – não beneficiam a população, mas somente os políticos e empresários envolvidos.

Em meio a uma crise dessas, que ainda está num estágio reversível, você vê algum político ou algum partido falando em abrir o mercado? Algum grande deputado, senador ou ministro já teve a coragem de chegar ao ponto chave desta questão? A resposta é “não”. Esse tipo de proposta quebraria as amarras de um sistema torpe, tornando-o menos lucrativo para algumas pessoas de muito poder e do mais alto escalão. Mas esta seria uma solução correta. Se esta exploração energética fosse liberada, muitos iriam investir (pois é uma área lucrativa) e surgiriam alternativas para um problema que tem soluções aos montes.

Energia eólica, energia solar, energia advinda da força das ondas do mar ou de quedas d’água naturais e até mesmo energia nuclear*. Estas são só algumas das inúmeras alternativas que empresas poderiam explorar. Além de solucionar o problema energético, isso geraria mais empregos produtivos e melhoraria a qualidade de vida de toda uma população. E imagine o quão maravilhoso seria se você, enquanto usuário de energia, tivesse a opção de trocar o seu fornecedor por meio de contratos, como fazemos com operadoras de telefone**! Se a empresa que você contratou é ineficiente, você troca por outra. E se ela cobra muito caro pelo serviço, você também pode optar por um serviço mais barato. Isso criaria uma competitividade abundante em um setor que é abundante. As possibilidades de se produzir energia são ilimitadas, mas elas podem ser delimitadas por políticas corporativistas de partidos corruptos ou por gestores “bondosos” e incompetentes, ávidos por “te proteger” das garras do capitalismo “selvagem”.

* Energia nuclear é muito mal vista pela opinião pública, devido aos acidentes em usinas mundo afora. Mas, de fato é uma energia muito limpa e eficiente. Só precisa de muita segurança para ser manipulada.

** As operadoras de telefone no Brasil ainda funcionam sob um sistema de oligopólio, que não é o ideal liberal. Mas, é ao menos uma opção razoável dentro das possibilidades atuais.

Casal que teve que esconder o seu amor por 72 anos, enfim pode se casar

Publicado em 23 de janeiro de 2015 | por Ivanildo Terceiro

Vivian Boyack e Nonie Dubes se conheceram em 1942, nas planícies ensolaradas de Iowa (Iowa tem planícies ensolaradas? A wikipédia realmente não me ajudou nesse ponto. Fica aí a lição de casa.), se era difícil manter um casamento hétero entre duas que pessoas que tivessem cores diferentes naquela época, imagine então para essas duas mulheres que decidiram que o seu amor era maior que qualquer pedaço de papel e passaram a viver como um casal. A pressão social, e, sobretudo, a pressão feita pelo estado que proibia relações e casamentos homossexuais fez com que elas passassem 72 anos vivendo juntas, se amando, mas tendo que fingir para o resto da sociedade que eram apenas duas pessoas que há décadas dividiam a mesma casa por comodidade e companheirismo, não por amor.

Em 2009, uma decisão da Suprema Corte do Estado fez com que Iowa se tornasse o quarto estado a legalizar o casamento gay. Mas àquela altura Boyack e Dubes já não viam um casamento como algo tão central em suas vidas, há décadas fingiam que eram apenas boas amigas para toda a sua comunidade e estavam decididas a continuarem assim, até Jerry Yeast, um amigo do casal, fazer uma visita. Descompromissadamente as duas mulheres contaram a Yeast que eram bem mais que boas amigas, e que ele era a primeira pessoa a saber disso.

Depois de recuperar o seu queixo no chão, Jerry passou a conversar com as duas sobre a possibilidade de um casamento. Primeiro receosas, e após muita deliberação, elas decidiram dar mais um passo na relação.

Convidaram trinta amigos para a igreja local, posicionaram suas cadeiras de rodas uma do lado da outra,  trocaram votos, e tiveram sua relação abençoada pela Reverendo Linda Hunsaker:

Casal se casa após 72 anos

O que Boyack tem a dizer sobre tudo isso? “A única diferença é que agora nós sabemos que é algo legal e ninguém pode fazer nada sobre isso”.

Essa linda história devia nos ensinar algo. Enquanto o estado se arrogar no direito de controlar todas as relações sobre sua jurisdição, ele não deveria ter o direito de discriminar o amor que adultos voluntariamente decidiram se engajar.

(vimos no facebook do Steven Horwitz)

A razão pela qual eu amo os mercados – e não somente a tecnologia

Publicado em 22 de janeiro de 2015 | por Alberto Mingardi

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Eu tirei a foto acima porque ela explica a razão pela qual eu amo os mercados. Desculpem-me pela qualidade: eu sou ainda pior como fotógrafo do que como escritor. O que você vê é uma máquina interessante que encontrei em um escritório da FedEx em Washington. Estava viajando e precisava imprimir a minha passagem para o trem Amtrak de Washington para a Filadélfia, onde visitaria um amigo.

A máquina da FEDEX possibilitou que eu conectasse meu pendrive com saída USB, onde havia salvado previamente uma versão PDF da minha passagem, imprimindo-a diretamente. Todo esse processo gerou uma cobrança de US$ 0,12 no meu cartão de crédito, por uma impressão preta e branca (não é necessário que as passagens saiam coloridas). Eu poderia, também, ter imprimido diretamente do meu DropBox ou do meu próprio celular.

Sou tão velho que a primeira vez que visitei Washington acabei passando por uma crise, porque, aos 18 anos, eu não tinha um cartão de crédito, mas somente um cartão de máquina ATM. O primeiro Blackberry tinha acabado de ser produzido, e eu como um garoto de 18 anos, não tinha dinheiro para comprar. Eu verifiquei meus e-mails em cafés com acesso a internet (você se lembra deles?). Hoje, iPads são usados como notebooks no jardim de infância.

A tecnologia não é fantástica? Certamente. Mas aquela máquina muito útil da FedEx não é produto somente da tecnologia. Ela foi um produto genuíno do sistema de livre mercado. É claro, ela não teria sido possível 14 anos atrás: sim, máquinas de impressão já existiam há algum tempo, mas smartphones e armazenamento na nuvem, não. O que essa máquina faz é combinar diversas tecnologias, cada uma focada em um fim específico, para atender demandas particulares não necessariamente previstas por seus desenvolvedores. Para construí-la, foi necessária toda a inventividade humana para prever uma necessidade potencial dos consumidores (uma pessoa de outra cidade que precisa imprimir sua passagem), e propor soluções técnicas para responder a tal necessidade.

Defensores das intervenções estatais têm recentemente afirmado que o governo é muito mais responsável pelos avanços tecnológicos do que os defensores do livre mercado estão dispostos a reconhecer. Esse é um debate complexo: frequentemente, experiências particulares são expressas na forma de generalidades pretensiosas e infundadas, além do fato de que os subsídios e o envolvimento governamental na pesquisa possuem um custo de oportunidade o qual é esquecido muito facilmente pelas pessoas.

Não é tanto a capacidade técnica de fazer algo que importa: mas o fato de que alguém identifica um uso para tal capacidade para atender a uma necessidade humana – talvez uma que as próprias pessoas não estão ainda conscientemente cientes. Essa é a contribuição única / especial dos mercados: não a tecnologia em si, mas o desejo de utilizá-la em benefício dos consumidores. Os mercados dizem respeito a seres humanos, não a brinquedos hi-tech – embora os brinquedos hi-tech também sejam legais.

// Tradução de Matheus Pacini. Revisão de Ivanildo Terceiro. | Artigo Original

Ciro Gomes quer largar o bolso do pagador de impostos

Publicado em 21 de janeiro de 2015 | por Ivanildo Terceiro

Um dos grandes momentos de Murray N. Rothbard em “Anatomia do Estado” é quando ele resgata as duas formas mutuamente excludentes de adquirir riqueza que o sociólogo alemão Franz Oppenheimer registrou em sua magistral obra The State. Uma é através de trocas voluntárias no mercado, servindo aos outros, ofertando o que você tem e recebendo em troca o que as outras pessoas produziram, Oppenheimer chama esta forma de “meio econômico”. A outra não requer que você seja produtivo, não requer que você pense nos outros, é feita através de forma unilateral, confiscando, parasitando e pilhando o esforço do trabalho alheio,  é o “meio político”.

Ciro Gomes é um claro exemplo de pessoa que sempre viveu no meio político. Sua primeira atividade digna de nota foi participar aos vinte-e-dois anos de uma chapa que perdeu as eleições da UNE.  Em 1980, se filiou ao PDS (anteriormente conhecido como ARENA), em 82 elegeu-se como deputado estadual, pulou para o PMDB e foi reeleito estadual, saiu para o campo tucano em 88 e em 90 ganhou as eleições para governador no Ceará. Em 94, já no fim do seu mandato, foi Ministro da Fazenda por alguns meses, mudando de partido de novo em 96 – desta vez para o PPS, onde concorreu e fracassou duas vezes seguidas tentando ser presidente. Saiu do PPS por discordar da posição do partido em relação ao governo Lula, indo para o PSB, e recebendo um ministério como presente, ficando por lá entre 2003 e 2009.

É incrível como em toda sua carreira, Ciro Gomes nunca participou da atividade produtiva do país. Pelo contrário! Sempre esteve do lado oposto com suas ideias atrasadas colocando mais e mais barreiras para a atividade empreendedora. A discussão em que Tom Palmer dá uma aula no irmão de Cid Gomes sobre livre comércio mostra como o quão Ciro Gomes pode ser perigoso com uma caneta e poder na mão.

O iG informa que Ciro pode estar embarcando em uma empreitada no mundo corporativo. Aos mais íntimos, diria Gomes, uma mudança de rumo realmente pode estar acontecendo.

(vimos no iG)

Governador da Paraíba corta gastos com carnaval!

Publicado em 21 de janeiro de 2015 | por Roger Scar

O governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), editou um decreto proibindo a gastança de verbas públicas em festas como carnaval, confraternizações, e outras festividades que fazem parte do calendário comum do Brasil para manter a população adormecida.  Aparentemente, nada mais de “carnaval fora de época”, nem mesmo na época. É importante pensar nisso como um avanço. Só no ano passado o patrocínio estadual ao carnaval custou 1 milhão de reais aos pagadores de impostos paraibanos, e o máximo que pode-se dizer é que esses gastos serviram àqueles que foram para a festa e os que lucraram em torno dela.

O ideal é que isso se estenda a todo o Brasil, o quanto antes. Muito dinheiro público é indevidamente gasto em festivais e coisas do tipo. Frequentemente, artistas renomados recebem verdadeiras fortunas do contribuinte para se apresentarem em festas assim. Este é, provavelmente, um dos modos mais imorais de uso da verba pública, sobretudo em um país como o nosso, onde a política tem servido apenas para causar a escassez e travar o desenvolvimento, deixando milhões de pessoas a mercê de um sistema público de saúde precário, uma segurança de péssima qualidade e uma educação emburrecedora. É um caso clássico de gasto pago por todos, mas de benefícios extremamente privados.

É surpreendente ver um partido populista adotar tal medida. Ideal mesmo seria vê-los reduzindo os próprios salários, aniquilando cabides de emprego e reduzindo ao máximo os próprios gastos com publicidade, assessoria e outras desnecessidades. Mas vamos com uma vitória de cada vez.

(Vimos no blog do Felipe Partury)

42 soldados são assaltados

Publicado em 21 de janeiro de 2015 | por Roger Scar

É… Parece inacreditável.

Um ônibus com 42 militares foi assaltado na BR-116, quando voltava do Rio de Janeiro. O crime ocorreu em Campina Grande do Sul, Paraná. Bandidos em um carro Peugeot emparelharam com o ônibus, deram voz de assalto, e todos os soldados que estavam no ônibus foram roubados. Entre os pertences levados, estavam carteiras, relógios, entre outros bens materiais.

Os militares voltavam de uma missão da Força de Pacificação do Complexo da Maré, estavam desarmados e foram pegos de surpresa, pois aparentemente os ladrões sequer notaram que as vítimas eram militares. A assessoria de imprensa do exército não foi localizada para comentar o caso.

Esta é mais uma daquelas situações que evidenciam o quão frágil é nossa segurança. Se dezenas de militares treinados não foram capazes de protegerem a eles próprios de um simples assalto, como estes mesmos militares podem ser capazes de nos proteger? A verdade é que nenhuma instituição tem poder para oferecer proteção a todos, e por isso é importante lutarmos para tirar das mãos do Estado o monopólio do uso da força. Este não é um caso isolado. Quartéis militares já foram roubados, bases da polícia já foram atacadas, tendo policiais mortos, e outras tantas ocorrências comuns de vermos nos noticiários… tudo levando a crer que o Estado não é sequer capaz de proteger a si mesmo, e como seria capaz de nos proteger?

Que sirva de lição!

(Paraná Online)

18 sinais de que você está lendo críticas ruins sobre a Economia

Publicado em 21 de janeiro de 2015 | por Chris Auld

Toda ciência mainstream que toca em alguma ideologia política ou religiosa atrai mais negacionistas do que o habitual: a multidão anti-vacina vs. a medicina maintream, os alarmistas dos organismos geneticamente modificados vs. geneticistas, criacionistas vs. biólogos, negadores do aquecimento global vs. climatologistas. Com a economia não é diferente, mas seus negacionistas fundamentalistas (N.T.: No original, crankerydiferem por tipicamente fazer falsas afirmações sobre o próprio conteúdo da economia como oposição, ou como uma introdução a falsas afirmações sobre a forma que o mundo funciona. Esse objetivo, às vezes, torna difícil para os não-economistas diferenciarem os negacionismos grosseiros da crítica sólida.

jweeks20130523_1Então, aqui estão alguns dos sintomas de críticas ruins sobre economia:

  1. Tratar as previsões macroeconômicas como o maior ou o principal objetivo da análise econômica;
  2. Moldar a crítica em termos de política, comumente afirmando que economistas seriam fundamentalistas de mercado;
  3. Usar “neoclássico” como se isso tivesse relação com uma filosofia política, um conjunto de prescrições políticas, ou economias reais. Bônus: soletrar isso como “neo-clássico” ou “Neo-clássico”;
  4. Mencionar “o” modelo neoclássico, ou de outra forma sugerir que todo o pensamento econômico está contido no livro do Walras (1874);
  5. Usar “economia neoclássica” e “economia mainstream” de maneira intercambiável. Bônus: “usar “economia neoliberal” de maneira intercambiável com qualquer uma;
  6. Usar a palavra “neoliberal” por qualquer razão;
  7. Referir-se aos “mestres corporativos”, ou sugerir de outra forma que os economistas são meros “laranjas e figurantes dos mais ricos ou das corporações;
  8. Dizer que economistas pensam que as pessoas sempre são racionais;
  9. Dizer que a crise financeira refutou a economia mainstream;
  10. Afirmar explicitamente que a economia não é empírica, ou fazer isso implicitamente ao ignorar a economia empírica;
  11.  Tratar todos os assuntos da economia como se fosse um campo de batalha das escolas de macroeconomia;
  12.  Não compreender o jargão “racional”;
  13.  Não compreender o jargão “eficiente” (sentido financeiro) ou “eficiente” (no sentido de Pareto);
  14.  Não compreender o jargão “externalidade”;
  15.  Dizer que economistas preocupam-se apenas com o dinheiro;
  16.  Dizer que economistas ignoram o meio ambiente. Variante: afirmar que a economia está incorreta, porque “crescimento infinito em um planeta finito é impossível”;
  17.  Fazer de tudo para salientar que o Nobel de Economia não é um Nobel de verdade;
  18.  Citar o livro Debunking Economics.

// Tradução de Valdenor Júnior. Revisão de Robson da Silva. | Artigo Original

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