Hitler fazendo Heil Hitler

Publicado em 7 de janeiro de 2015 | por Bryan Caplan

O viés anti-mercado de Hitler

Historiadores econômicos há muito tempo sabem que a base da política econômica nazista foi a autarquia. Eles levaram a sério o absurdo sobre os perigos do comércio exterior e tentaram verdadeiramente eliminar a “dependência” da Alemanha em relação ao resto do mundo. O que eu soube apenas recentemente, contudo, foi que, em meados de 1940, Hitler tinha tido uma mudança de pensamento:

 “O curso da guerra mostra que fomos muito longe em nossos esforços para alcançar a autarquia. É impossível tentar e produzir tudo que nos falta por meio de processos sintéticos ou outras medidas.” (Hitler para o Ministro de Guerra Fritz Todt, 20 de Junho, 1940, reimpresso em Nazism, 1919-1945, vol. 3)

É claro, isso não significa que Hitler decidiu que Bastiat estava certo acima de tudo. Não, a epifania de Hitler foi que o real perigo não era “depender” de produtos externos, mas sim pagar por eles.

Nós devemos seguir outro caminho e devemos conquistar as coisas que necessitamos. O único compromisso de mão de obra que irá ser requerido não será tão grande quanto aquele que será continuamente necessário para as fábricas sintéticas. Assim, nosso objetivo deve ser assegurar todos aqueles territórios que são de interesse especial para nossa economia de defesa através da conquista.

Eu tenho lido sobre a história da Alemanha Nazista por décadas, mas declarações como essa ainda me surpreendem. O prêmio pelo mundo estava à venda a preços de barganha, e pessoas como Hitler que pensavam “deve existir uma forma mais fácil. Eu sei – vamos matar uns aos outros”.


Sobre o autor

Bryan Caplan

Bryan Caplan é professor de economia na George Mason University e autor dos livros "The Myth of the Rational Voter: Why Democracies Choose Bad Policies " e "Selfish Reasons to Have More Kids". Atualmente está escrevendo o seu novo livro, "The Case Against Education" e para o blog EconLog.



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