xman mutantes

Publicado em 16 de abril de 2014 | por Bryan Caplan

Como nós realmente trataríamos os mutantes?

Nos gibis, séries de TV e filmes dos X-Men, humanos normais instintivamente tratam os mutantes superpoderosos com medo e desgosto. As políticas populares em relação aos mutantes são: (a) registrá-los como armas mortais, (b) prisão preventiva ou (c) matar a todos.

Seria assim que os humanos no mundo real reagiriam ao surgimento de super-humanos? Eu duvido seriamente. Desde que os mutantes aceitassem as normas convencionais de suas sociedades, nós iríamos tratá-los como celebridades ou estrelas do esporte. Cada país iria ter um orgulho nacionalista pelos “seus” mutantes, como cada país hoje se orgulha de seus atletas talentosos nas Olimpíadas.

Obviamente, a aceitação popular não se estenderia aos mutantes que abertamente abraçassem ou adotassem uma ideologia de supremacia mutante. Mas enquanto os mutantes falarem como cidadãos leais de suas nações de origem, nós os trataríamos melhor, e não pior, do que o normal. Nós iríamos dar atenção a eles mesmo se fossem arrogantes. Vejam as pessoas nas capas dos folhetos de supermercado.

Minha dúvida principal: Quantas “maçãs podres” seriam necessárias na comunidade mutante para que a opinião publica fosse em contra tal população? Suponha que 5% dos mutantes tentassem matar nossos lideres e assumissem controle ditatorial. Se eles falhassem, talvez eles tentassem convencer os outros 95%, levando a uma polarização mutante, e a uma polarização humana, com somente um lado sobrevivendo no final.

Em reflexão, contudo, mesmo esse cenário não parece correto. Se 5% dos mutantes tentassem tomar o controle, as autoridades existentes iram quase que certamente recrutar os outros 95% para se defenderem – e se apressar em dizer: “a melhor defesa é o ataque”. Se os EUA e a URSS pudessem competitivamente adotar ex-cientistas nazistas depois da Segunda Guerra Mundial, é difícil acreditar que os principais governos do mundo iriam decidir “ o melhor mutante é o morto”. O slogan principal, ao invés disso, seria: “nossos mutantes tem de derrotar os mutantes deles”. X-men é uma parábola atemporal sobre o preconceito e a identidade grupal, mas suas predições hipotéticas não são credíveis.


Sobre o autor

Bryan Caplan

Bryan Caplan é professor de economia na George Mason University e é autor do livro The Myth of the rational voter. Escreve para o blog EconLog.



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