energia elétrica

Publicado em 23 de janeiro de 2015 | por Roger Scar

Crise energética – Seria inevitável?

‘País pode ter ‘problemas’ se represas de usinas chegarem a 10%, diz Ministro Braga’

‘Copasa admite situação crítica da água em MG e quer economia de 30%’

‘Maior reservatório de água do RJ atinge volume morto, diz ONS’

‘Falta de energia afetou abastecimento de água de 1,2 milhão, diz Sabesp’

Estas quatro chamadas, todas do site G1, são de fato muito preocupantes. O problema energético do Brasil não é recente, é mais uma daquelas tragédias que chegam a conta gotas e, com o passar do tempo, se tornam um maremoto.

A água é um recurso abundante. As formas de se tornar a água potável são muitas. E mais ainda são as formas de se produzir energia. Mas, ficamos estagnados a modelos arcaicos pelo simples fato de nossas políticas serem arcaicas e corporativistas. Quando não é o próprio Estado quem administra estes setores estratégicos, é sempre alguma empresa privada que monopoliza o setor em sua região, tornando qualquer concorrência impossível por meio de acordos políticos. Estes acordos – é desnecessário dizer – não beneficiam a população, mas somente os políticos e empresários envolvidos.

Em meio a uma crise dessas, que ainda está num estágio reversível, você vê algum político ou algum partido falando em abrir o mercado? Algum grande deputado, senador ou ministro já teve a coragem de chegar ao ponto chave desta questão? A resposta é “não”. Esse tipo de proposta quebraria as amarras de um sistema torpe, tornando-o menos lucrativo para algumas pessoas de muito poder e do mais alto escalão. Mas esta seria uma solução correta. Se esta exploração energética fosse liberada, muitos iriam investir (pois é uma área lucrativa) e surgiriam alternativas para um problema que tem soluções aos montes.

Energia eólica, energia solar, energia advinda da força das ondas do mar ou de quedas d’água naturais e até mesmo energia nuclear*. Estas são só algumas das inúmeras alternativas que empresas poderiam explorar. Além de solucionar o problema energético, isso geraria mais empregos produtivos e melhoraria a qualidade de vida de toda uma população. E imagine o quão maravilhoso seria se você, enquanto usuário de energia, tivesse a opção de trocar o seu fornecedor por meio de contratos, como fazemos com operadoras de telefone**! Se a empresa que você contratou é ineficiente, você troca por outra. E se ela cobra muito caro pelo serviço, você também pode optar por um serviço mais barato. Isso criaria uma competitividade abundante em um setor que é abundante. As possibilidades de se produzir energia são ilimitadas, mas elas podem ser delimitadas por políticas corporativistas de partidos corruptos ou por gestores “bondosos” e incompetentes, ávidos por “te proteger” das garras do capitalismo “selvagem”.

* Energia nuclear é muito mal vista pela opinião pública, devido aos acidentes em usinas mundo afora. Mas, de fato é uma energia muito limpa e eficiente. Só precisa de muita segurança para ser manipulada.

** As operadoras de telefone no Brasil ainda funcionam sob um sistema de oligopólio, que não é o ideal liberal. Mas, é ao menos uma opção razoável dentro das possibilidades atuais.


Sobre o autor

Roger Scar

Escritor desde os 12 anos. Atencioso, dedicado e ácido. As melhores definições são estas.



Voltar ao Topo ↑