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Publicado em 11 de janeiro de 2014 | por André Cabrera

A Contradição Fatal: TOP 5 Serial Killers

Por definição, os  chamados  serial killers são indivíduos que mataram três ou mais pessoas num período de um mês ou mais com um intervalo entre os assassinatos e cuja motivação é baseada em uma satisfação psicológica [1].  Atribuo a qualquer motivação dessas a evasão [2], isto é,  optar pelo não-pensar, criando um mundo que se adapte aos seus instintos mais vorazes, ao invés de usar a razão para adaptar-se à realidade a sua volta.

A seguir, uma lista dos mais perversos assassinos em série que já existiram, em ordem não de seu número de vítimas, mas do seu grau de crueldade.

5. Gilles de Rais, nascido em 1404

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Considerado um dos precursores dos serial killers modernos, este nobre francês que chegou a lutar como capitão do exército de Joana d’Arc tinha como alvos principais adolescentes louros e de olhos claros, parecidos com o mesmo quando criança. Seu método passava por uma longa tortura, o estupro e o assassinato. Em busca do ideal hedonista, Gilles de Rais maximizava seu prazer [3]  ao ver a agonia de suas mais de seiscentas vítimas banhadas em sangue.

4. O famoso Jack, o Estripador.

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A clássica frase “Como diria Jack, vamos por partes” soaria cômica, se não tivesse uma origem trágica. A crise econômica pelo qual a região passava na época levou milhares de mulheres de classe baixa a virarem prostitutas, os principais alvos deste inglês do século XIX cuja identidade jamais foi descoberta. Sua crueldade estendia-se desde o estrangulamento das vítimas até a remoção de seus orgãos, o que sugeria um raro conhecimento de medicina.  Mais um cujo objetivo principal era a maximização do prazer. Sem maiores comentários.

3. Joseph Paul Franklin, nascido em 1950

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Certas convicções políticas são perigosas, especialmente quando não derivam de uma filosofia racional. O admirador norte-americano do nacional-socialismo Joseph Paul Franklin começou sua carreira incendiando sinagogas e atacando casais multiétnicos. Expandiu seu campo de ação pouco tempo depois assassinando suas vítimas (grande parte judeus e afro-americanos) enquanto elas saíam de escolas, faculdades e até lojas de conveniência.  Até recentemente, foi o único serial killer conhecido a citar como motivação o racismo. Sua afirmação mais conhecida é: “Fui comandado por Deus a iniciar uma guerra racial”.

2. Charles Manson, nascido em 1969 

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Um típico fruto da revolução anti-industrial, ou melhor, da contracultura dos anos sessenta,  este outro criminoso americano que apelidava a si mesmo de “Helter Skelter”, numa alusão à música do grupo The Beatles formou uma comunidade alternativa responsável pelo espancamento e assassinato de diversas pessoas, entre elas a então esposa do diretor polonês Roman Polanski, Sharon Tate.  O coletivismo  de seus integrantes era tão exacerbado que associavam Manson a um Jesus Cristo ressucitado, e tinham como objetivo uma guerra étnica entre negros e brancos.

1. Ernesto “Che” Guevara, nascido em 1928

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Um verdadeiro ícone anticapitalista e um espetáculo de vendas da indústria têxtil, este marxista revolucionário teve os “culhões” que faltavam a Joseph Stalin ou Adolf Hitler para pessoalmente executar  centenas de pessoas(incluindo pais de família, mulheres e crianças), tudo em nome de seu golpe de estado conhecido popularmente como Revolução Cubana. Acusava suas vítimas de “traição”, as enfileiravam contra uma parede e atirava. Seu estilo de assassinato é usado até hoje em ditaduras comunistas como a China e a Coréia do Norte.

Neste vasto mercado da psicopatia, seu diferencial está na sua bizarra influência sobre os jovens e intelectuais de todo o mundo e nas milhares de pessoas em seu cárcere privado (que, ao contrário da URSS, dura até hoje), também conhecido como Cuba.

Notas:

[1] http://en.wikipedia.org/wiki/Serial_killer
[2]http://aynrandlexicon.com/lexicon/evasion.html
[3]http://en.wikipedia.org/wiki/Hedonism


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