Cultura & Humor Os caça fantasmas

Publicado em 12 de maio de 2014 | por Philip Klein

Por que “Os Caça-fantasmas” é o maior blockbuster libertário de todos os tempos

Depois da triste notícia da morte do ator, comediante e cineasta Harold Ramis, eu escrevi  no Twitter que o seu clássico de 1984, “Os caça-fantasmas” – em que ele atuou e roteirizou – foi o blockbuster mais libertário que Hollywood já fez. Eu pensei que isso tivesse perfeitamente claro para todo mundo e que estava fazendo uma afirmação que não carregasse nenhuma controvérsia – até mesmo banal, parte do senso comum – mas uma certa quantidade de pessoas não compreendeu onde eu estava querendo chegar.

Para mim, é óbvio. No filme “Caça-Fantasmas”, a atividade paranormal está se tornando um problema crescente na cidade de Nova Iorque. O governo não faz nada para combater esse problema, então, empreendedores privados ofereciam o serviço de captura e armazenamento de fantasmas – por uma pequena taxa.

Mas então o vilão – um regulador da APA (Agência de Proteção Ambiental) – decide interferir nesse negócio privado, fechando-o, dessa forma soltando todos os fantasmas capturados. Você pode ver essa parte aqui. O agente da APA exige o fim da unidade de captura de fantasma por causa do protesto do personagem feito por Ramis, Dr. Egon Spengler, que diz: “desculpe-me, isso é propriedade privada!”.

Os heróis do filme são presos e ficam sob custódia policial após a liberação dos fantasmas. Tão logo acontece a liberação dos fantasmas, um caos apocalíptico instala-se na cidade Nova Iorque e o governo, completamente impotente, na figura do prefeito, libera os nossos heróis empreendedores para salvar novamente o dia.

Quantos filmes de Hollywood envolvem empreendedores privados no papel de heróis e os reguladores do governo no papel de vilões?

Sem mencionar o fato de que o filme também está repleto de falas como: “eu gostava da Universidade. Eles nos davam com hospedagem e dinheiro. Não tínhamos de produzir nada! Você nunca esteve fora da Universidade. Você não sabe como é o mundo real. Eu trabalhei no setor privado. Eles esperam resultados”.

// Tradução de Matheus Pacini. Revisão de Ivanildo Terceiro. | Artigo Original


Sobre o autor

Philip Klein

Philip Klein é escritor sênio do The Washington Examiner. Ele é autor do livro "Conservative Survival in the Romney Era."



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