Economia economistas

Publicado em 21 de janeiro de 2015 | por Chris Auld

18 sinais de que você está lendo críticas ruins sobre a Economia

Toda ciência mainstream que toca em alguma ideologia política ou religiosa atrai mais negacionistas do que o habitual: a multidão anti-vacina vs. a medicina maintream, os alarmistas dos organismos geneticamente modificados vs. geneticistas, criacionistas vs. biólogos, negadores do aquecimento global vs. climatologistas. Com a economia não é diferente, mas seus negacionistas fundamentalistas (N.T.: No original, crankerydiferem por tipicamente fazer falsas afirmações sobre o próprio conteúdo da economia como oposição, ou como uma introdução a falsas afirmações sobre a forma que o mundo funciona. Esse objetivo, às vezes, torna difícil para os não-economistas diferenciarem os negacionismos grosseiros da crítica sólida.

jweeks20130523_1Então, aqui estão alguns dos sintomas de críticas ruins sobre economia:

  1. Tratar as previsões macroeconômicas como o maior ou o principal objetivo da análise econômica;
  2. Moldar a crítica em termos de política, comumente afirmando que economistas seriam fundamentalistas de mercado;
  3. Usar “neoclássico” como se isso tivesse relação com uma filosofia política, um conjunto de prescrições políticas, ou economias reais. Bônus: soletrar isso como “neo-clássico” ou “Neo-clássico”;
  4. Mencionar “o” modelo neoclássico, ou de outra forma sugerir que todo o pensamento econômico está contido no livro do Walras (1874);
  5. Usar “economia neoclássica” e “economia mainstream” de maneira intercambiável. Bônus: “usar “economia neoliberal” de maneira intercambiável com qualquer uma;
  6. Usar a palavra “neoliberal” por qualquer razão;
  7. Referir-se aos “mestres corporativos”, ou sugerir de outra forma que os economistas são meros “laranjas e figurantes dos mais ricos ou das corporações;
  8. Dizer que economistas pensam que as pessoas sempre são racionais;
  9. Dizer que a crise financeira refutou a economia mainstream;
  10. Afirmar explicitamente que a economia não é empírica, ou fazer isso implicitamente ao ignorar a economia empírica;
  11.  Tratar todos os assuntos da economia como se fosse um campo de batalha das escolas de macroeconomia;
  12.  Não compreender o jargão “racional”;
  13.  Não compreender o jargão “eficiente” (sentido financeiro) ou “eficiente” (no sentido de Pareto);
  14.  Não compreender o jargão “externalidade”;
  15.  Dizer que economistas preocupam-se apenas com o dinheiro;
  16.  Dizer que economistas ignoram o meio ambiente. Variante: afirmar que a economia está incorreta, porque “crescimento infinito em um planeta finito é impossível”;
  17.  Fazer de tudo para salientar que o Nobel de Economia não é um Nobel de verdade;
  18.  Citar o livro Debunking Economics.

// Tradução de Valdenor Júnior. Revisão de Robson da Silva. | Artigo Original


Sobre o autor

Chris Auld

Professor no Departamento de Economia na University of Victoria em British Columbia, Canadá. Sua área de pesquisa é microeconomia, com foco na área de saúde.



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