Meio Ambiente ibama

Publicado em 18 de setembro de 2014 | por John Stossel

Você pode amar a natureza e ainda odiar a tirania das regulações ambientais

Ao redor do mundo, grande parte da redução na poluição tem sido alcançada por causa do capitalismo, não devido ao controle governamental.

Atividades ambientais e políticos gostariam de pensar que nós devemos amar suas regulações – ou odiar árvores e animais.

Eu amo árvores e animais.

Contudo, você pode amar a natureza e ainda odiar a tirania que as regulações ambientais trazem em seu encalço.

A Agência de Proteção Ambiental acabou de anunciar que irá aumentar o preço da gasolina (“somente” um centavo, embora a indústria diga que serão 6 a 9 centavos) para gerar outra minúscula melhoria na qualidade do ar.

Na cidade de Nova Iorque, o prefeito deseja banir copos de isopor Styrofoam (marca registrada), dizendo, “eu acho que podemos viver sem eles”.
O Congresso já dita qual será o design de nossos carros, banheiros e lâmpadas.

Originalmente, as regras ambientais eram uma coisa positiva. Eu amo o livre mercado, no entanto, ele não oferece uma solução prática ao problema da poluição. Eu poderia processar os poluidores por violar os meus direitos de propriedade, mas sob o nosso sistema judicial atual, isso não é nem um pouco prático.

Então, na década de 1970, o governo aprovou regras que demandavam que nós parássemos de poluir o ar e a água. As indústrias instalaram (filtros /depuradores de gás) nos chaminés. As cidades instalaram sistemas de tratamento de esgoto. Agora o ar está relativamente limpo, e eu posso nadar nos rios ao redor de Manhattan.

Mas o governo não parou por aí. O governo nunca para. Agora que o ar está mais limpo, o governo gasta ainda mais do que gastou para limpar o ar para subsidiar métodos ineficazes para produção de energia, como moinhos de vento (energia eólica) e painéis solares. Ativistas demandam ainda mais gastos. Alguns anos atrás, o Center for American Progress (Centro para o Progresso Norte-americano) anunciou que estavam preocupados que “a Alemanha, a Espanha e a China estão aproveitando-se das oportunidades no Setor de Energia…os Estados Unidos correm o risco de ficar para trás.”

Nesse caso, é melhor nós “ficarmos para trás”. Depois de gastar bilhões, aqueles governos europeus não fizeram nenhum progresso significativo e agora estão cortando seus investimentos na área.

A lei das Espécies em Extinção foi outra ideia nobre. Todos nós queremos salvar os ursos polares. Mas, agora os burocratas tornam praticamente impossível para algumas pessoas melhorar / conversar sua propriedade.

O Sr. Edward Poitevent, proprietário de terras em Louisiana, deseja construir casas e edifícios ao norte do Lago Pontchartrain. Ele poderia prover moradias em terrenos construídos nas montanhas para pessoas dispostas a se mudar das áreas que foram inundadas durante o furação Katrina. No entanto, ele não tem permissão para construir pois o governo decidiu que 1500 acres de sua terra deveriam tornar-se uma área de preservação para espécie ameaçada chamada de dusky gopher frog. Nenhum desses sapos atualmente vive na propriedade. Poitevent me disse que o “Serviço da Pesca e da Vida Selvagem certificou que o sapo não tem sido visto no estado da Louisiana desde 1967”

Os oficiais do Serviço da Pesca e da Vida Selvagem disseram que eles não “estavam disponíveis” para falar comigo sobre isso. Ao invés disso, eles postaram um vídeo no YouTube que diz que trabalham “com” os proprietários de terras: “o Serviço possui muitos programas de parceria voluntária que podem fornecer assistência técnica e financeira para preservas as espécies”;

Isso parece bom, mas o manual governamental sobre como trabalhar com eles possui 315 páginas.

Os ambientalistas atormentam aqueles que resistem a seus esquemas que alguns proprietários falam um para os outros, “se você encontrar uma espécie em extinção, atire, entregue e fique quieto!” Isso é praticamente uma piada, mas acontece, e é uma das várias razões pelas quais as regulações governamentais não funcionam.

A busca pelo fracking (um tipo de perfuração horizontal e fratura hidráulica para recuperar depósitos de gás de xisto) do gás natural reduziu as emissões de gases do efeito estufa.

Mesmo o odiado carvão e petróleo tem benefícios. O escritor e cientista Matt Ridley diz, “a queima de combustíveis fósseis está ajudando à mata atlântica amazônica a crescer”.

Ridley também destaca que a agricultura industrial moderna permite às pessoas produzir mais alimentos com menos terra, sendo que as pessoas, assim, cortem menos árvores. “New England costumava ter 70% de terras agrícolas – hoje, 70% de floresta”.

Você pode mesmo ver a diferença entre áreas que se tornaram mais “verdes” e outras que não do espaço: A Republica Dominicana é notadamente mais verde do que o seu vizinho imediato, o Haiti, principalmente porque a República Dominicana usa combustível fóssil ao invés de queimar madeira de suas florestas para servir como combustível, a exemplo do Haiti.

A tecnologia e a indústria, não as regulações, são a maior contribuição da humanidade para o meio ambiente. Deixe as pessoas livres, e eles criam novas, melhores, mais eficientes e, dessa forma, limpas formas de fazer as coisas. Prejudicar aquele processo com regulações não é “progressivo” , como os progressistas acham que são.

// Tradução de Matheus Pacini. Revisão de Johnny Jonathan. | Artigo Original


Sobre o autor

John Stossel

John Stossel é um jornalista, colunista, repórter investigativo e apresentador de televisão americano. Ele trabalha para a Fox News Channel e Fox Business Network. Antes da Fox costumava apresentar o programa 20/20 da ABC.



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