Educação NFL

Publicado em 3 de fevereiro de 2014 | por Daniel J. Mitchell

E se a NFL funcionasse como o Ensino Estatal?

Leitores frequentes sabem que as duas coisas que me deixam mais excitado são o Georgia Bulldogs [N.R.: Time da Universidade da Geórgia] e a luta contra um setor estatal inchado que é ineficiente nas melhores circunstâncias e muito frequentemente é um perigo para nossas liberdades.

Então você não ficará surpreso de saber que Eu estou encantado que a ex estrela do Georgia Bulldog, Fren Tarkenton (quem também acabou jogando na NFL), fez um artigo fenomenal no Wall Street Journal destruindo a ineficiência inerente de escolas administradas monopolisticamente pelo governo.

Aqui está a parte chave.

Imagine a National Football League em uma realidade alternativa. O salário de cada jogador é baseado em quanto tempo ele está na liga. Trata-se de tempo, não de talento. A mesma escala é utilizada para cada jogador, sem importar se ele é um All-Pro quarterback ou o último homem do time. Para cada ano que um jogador ficar na NF, ele ganha um aumento salarial. A única diferença entre Tom Brady e o pior jogador na liga são alguns anos e etapas. E se um jogador passou da terceira temporada, ele nunca poderá ser cortado do time até ele decidir se aposentar, exceto nos casos mais extremos de conduta imprópria. Vamos encarar a verdade sobre a realidade alternativa: a qualidade dos jogos cairia rapidamente. Por que se preocupar em jogar mais e melhor e ter a chance de se machucar? Não importa quanto dinheiro sobre colocado na liga, ela não vai melhorar.

Na verdade, o desincentivo para jogar melhor poderia até mesmo ser maior com mais dinheiro. É claro que alguns reformadores poderiam sugerir que todo o sistema está quebrado e que necessita de mudanças para recompensar os melhores resultados, mas o sindicato dos jogadores se recusaria a ceder e então iria demonizar os defensores de reformas: “Eles odeiam o futebol. Eles odeiam os jogadores. Eles odeiam os torcedores.” A única coisa que poderia ser feita seria construir estágios gigantes e dispendiosos e adquirir mais tecnologia de ponta. Mas isso não ajudaria.

Isso parece absurdo, claro, mas o senhor Tarkenton explicou que é precisamente dessa forma que as escolas estatais operam.

Se você ainda não percebeu, a NFL nessa realidade alternativa é o sistema americano de educação estatal da realidade. Os salários dos professores não tem nenhuma relação com se os professores são bons em seu trabalho – a excelência não é recompensada, nem mesmo um esforço extra. O salário é quase sempre somente determinado por quantos anos determinado professor está ensinando. É isso. Depois de um professor conseguir a estabilidade, a qual é frequentemente automática, demiti-lo torna-se quase sempre impossível, não importando quão ruim a sua performance seja. E se você criticar o sistema, você será demonizado por odiar professores e não acreditar nas crianças na nossa nação. Os gastos por estudante ajustados pela inflação nos Estados Unidos praticamente triplicaram desde 1970. De acordo com a OCDE, nós gastamos mais por estudantes que qualquer outra nação, exceto a Suíça, e tendo somente resultados medíocres para mostrar.

Na realidade, Eu discordarei com a última sentença desse trecho. Nós não estamos nem mesmo conseguindo “resultados medíocres”. Abaixo está um gráfico de um artigo recente mostrando que nós adquirimos mais burocracia e mais gastos, mas nenhuma melhora nos últimos 40 anos.

Então qual a solução para essa bagunça? Bem, já que o governo é o problema, parece racional dizer que a competição e mercados são a resposta.

Suécia, Chile e Holanda são somente alguns dos países que tem tido bons resultados depois de desmonopolizar o sistema de educação.

// Tradução de Juliano Torres.

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Sobre o autor

Daniel J. Mitchell

Daniel J. Mitchell é um economista libertário, membro do Cato Institute.



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