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Publicado em 2 de dezembro de 2013 | por Paul Rosenberg

5 razões para ignorar a política partidária

Quando eu era jovem, eu sentia uma necessidade de entender a política, então eu investi muito tempo estudando o assunto. Mas com o passar do tempo, eu passei a receber retornos decrescentes com relação a esse investimento. E, nos últimos anos, eu desisti completamente.

Hoje em dia, minhas preocupações com a política limitam-se a coisas como:

  • Quem está em guerra, e onde?
  • Onde eu não posso andar de noite?
  • Existem leis que me forçarão a transferir minha empresa para outro país?

Além disso, eu realmente não estou interessado. Eu vejo as manchetes, mas raramente leio a matéria. E fico muito feliz em dizer: “Eu não li isso”, quando as pessoas pedem a minha opinião sobre as “notícias” atuais.

Aqui está o porquê:

#5 Consome uma quantidade gigante de tempo e energia

pessoa estressada estudando

Sério, comece a contar o número de horas que você gasta nesse tipo de coisa. Quantas horas ouvindo programas de rádio e noticiários, além das horas lendo jornais que tratam de questões políticas?

Então, pense na enorme quantidade de energia que você gasta nisso. Todos nós temos reservas limitadas de energia; você realmente acredita que a política é o melhor e mais importante uso da sua? O que você acha de usar sua energia para criar a sua empresa? Ou para criar seus filhos? Ou ajudar um vizinho? Devem existir uma dezena de coisas que são mais importantes do que se importar com os votos de congressistas e juízes da Suprema Corte.

#4 É um vício

pessoa triste

Se imaginar a si próprio abandonando a política faz você se sentir mal, você deveria provavelmente abandoná-la.

Tente: imagine a sua vida, desprovida de toda a política. Como você se sente? Vazio? Abandonado?

A verdade é que milhões de nós estão viciados em política. As pessoas não conseguem afastar-se dela – é um programa que roda nas suas mentes 24 horas por dia, 7 dias por semana.

O vício em política é tão forte que mesmo pessoas firmemente religiosas gastam mais tempo com política do que com seu Deus. A política é a obsessão de nosso tempo.

#3 Não muda nada

dança da pizza

Havia um adesivo popular na década de 1960 que dizia: se votar mudasse alguma coisa, seria ilegal.

Vamos ser honestos e admitir que aquele adesivo era verdade. Mesmo os melhores exemplos – tais como Reagan na direita e Obama na esquerda – fracassaram nas suas propostas de mudança. O governo está maior do que nunca, o governo dos Estados Unidos está em mais guerras do que no passado, e a constituição está sendo desrespeitada de mais maneiras do que antes. Isso é progresso?

E o que dizer das celebradas eleições que fazem campanhas pelo voto? Pessoalmente, eu acho que Alvin Toffler estava certo quando as chamava de “rituais de reafirmação”. Mas, aparte disso, é certo que as eleições são firmemente controladas. Nos Estados Unidos, dois partidos controlam de perto quem se candidata. Tudo é organizado; tudo requerer aprovação do partido. (A situação é levemente melhor na Europa).

E, por favor, entenda que “o governo” é muito mais do que 600 caras em Washington – são milhões de pessoas em milhares de escritórios, trabalhando unidas para tomar mais do seu dinheiro para gastarem nas suas vidas e seus departamentos.

Mas mesmo embora a política não mude de fato muita coisa, ela realmente mantêm todo mundo trancado dentro do sistema, servindo-a. Para ilustrar, aqui segue uma citação que eu nunca poderia esquecer, e que espero que você tampouco esqueça:

Deixem-os marchar quanto quiserem, desde que continuem a pagar seus impostos – Alexander Haig, 1982

Desde que todo mundo obedeça ao governo, por que ela deveria preocupar-se com suas queixas? Os norte-americanos são praticamente 100% obedientes, então, por que o governo deveria incomodar-se em mudar alguma coisa? Não há necessidade.

A política não muda nada, porque seu objetivo real é manter a população quite e submissa. E nisso, a ela tem sido exitosa.

#2 No fim das contas, tem a ver com violência.

homem apontando arma

Aqui segue uma passagem de meu romance, A Lodging of Wayfaring Men, em que eu expressei essa ideia:

A coerção é a condição indispensável da política, a coisa sem a qual a política não seria política. Realmente, se você remover a coerção, a política torna-se outra coisa – economia.

A política não pode existir sem a força. No fim das contas, ela depende da violência. Não importa quanto colorem tudo de vermelho, branco e azul, a violência ou a ameaça de violência sustenta-a. Como Jim Rogers certa vez escreveu: “Em algum ponto no processo de cobrança de impostos, uma pistola está envolvida”.

A política – governo – está baseada numa simples transação: tirar dinheiro das pessoas contra sua vontade. Sem ela, todo o resto que fizerem cairá por terra.

Você pode me achar rude por falar sobre isso, ou você pode propor justificativas, mas a sentença permanece: os governos tiram dinheiro dos que produzem, por algum tipo de coerção. Se não fosse assim, a tributação seria voluntária e o governo seria somente outro negócio.

Eu não gosto de lidar com negócios violentos.

#1 A Política é uma relíquia de um passado bárbaro.

conquistadores

Dado que eu estudei história antiga, eu posso encontrar homens governando homens desde 6400 a.C. Eu posso encontrar um governo que se parece com o nosso ainda em 5000 a.C.

Então, o que mais de 2000 anos antes das Pirâmides ainda comanda a vida dos homens?

Se existe um exemplo na Terra de fracasso da evolução humana, a política tem de sê-lo.

Os homens não puxam mais arados. Eles não fazem mais fogo com pedra. Nem puxas trenós ou carroças de madeira ou dependem de animais para produção de energia. Nós aprendemos a escrever, inventar, navegar, cobrir grandes distâncias, dirigir, voar, chegar ao céus…

Ainda assim, essa relíquia de um passado primitivo que permanece. E, por favor, não me diga que permanece porque é bom – as pessoas reclamam sobre governo mais do que reclamam sobre o câncer.

Para ilustrar a natureza barbárica do governo, considere: milhares de pessoas como eu gostariam de experimentar formas diferentes de viver, mas somos proibidos. Não se permite a ninguém deixar o jogo. Se você tentar, homens armados irão abordá-lo e prendê-lo, ou, talvez, simplesmente roubarão seu dinheiro do banco no qual você confiou. Mas em ambos os casos, o sicofantas do governo solenemente informarão ao mundo que você é um malfeitor.

Não há saída e todas as tentativas de fuga são respondidas com violência. Como isso não se constitui em uma barbárie primitiva?

A escolha é sua

Então, aí está. Vocês são garotos e garotas maduros e podem tomar suas próprias decisões, mas eu tenho que lhes dizer: eu estou muito satisfeito com a minha. Estou menos estressado, mais produtivo e um pensando mais claro.

De tempos em tempos, um amigo pede para que eu analise um tema político. E, quase sempre, eu respeitosamente declinei; faz-me sentir o mesmo como quando minha mãe me pedia para comer fígado.

Tradução de Matheus Pacini. Revisão de Ivanildo Terceiro | Artigo original


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Sobre o autor

Paul Rosenberg

Paul Rosenberg é o autor de FreemansPerspective.com, um site dedicado à liberdade econômica, independência pessoal e privacidade. Ele também é o autor de The Great Calendar, um relatório que desmonta o nosso mundo complexo em um modelo fácil de entender.



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