Palácio do Planalto

 

Aqueles que procuram promover a liberdade limitando o poder do governo são, algumas vezes, derrubados com uma pergunta astuciosa: “Muito bem! O que você cortaria?” Levaria uma vida inteira para responder essa pergunta em detalhes. Mas ela pode ser respondida em princípio, deixando alguns dos detalhes difíceis para o interlocutor. Por exemplo:

“Eu seria a favor de anular todas as ações do governo – federal, estadual ou local – que interferissem com qualquer liberdade individual:

  • de perseguir todas as aspirações pacíficas do indivíduo até o máximo que suas habilidades permitem, independentemente da raça ou credo ou da família de origem;
  • de se associar com quem ele quiser por qualquer razão que ele desejar, mesmo se alguém achar que essa razão é estúpida;
  • de adorar Deus da sua própria maneira, mesmo se essa não for “ortodoxa” ;
  • de escolher o próprio ofício e de tentar qualquer emprego que ele quiser – e de largar este emprego se ele não gostar ou receber uma oferta melhor;
  • de começar um negócio ele mesmo, ser o próprio chefe e criar a própria carga horária – mesmo se essa for de somente três horas por semana;
  • de usar a propriedade adquirida honestamente da maneira que ele quiser – gastar tolamente, investir sabiamente ou até mesmo distribuir. Além do que é necessário e justo por um agente da sociedade que se limita a manter a paz, os frutos do trabalho de uma pessoa pertencem a ela;
  • de oferecer os serviços e produtos para venda nos próprios termos, mesmo se ele perder dinheiro no acordo;
  • de comprar ou não comprar qualquer serviço ou produto, mesmo se isto desagradar o vendedor;
  • de concordar ou discordar com qualquer pessoa, independente da maioria estar ou não estar do lado da outra pessoa.
  • de estudar e aprender o que quer que ele queira, contanto que para ele, valha a pena o custo e o esforço de estudar e aprender;
  • de fazer o que quiser, de forma geral, contanto que ele não viole o mesmo direito e oportunidade de todas as outras pessoas de fazerem o que elas quiserem”

A não ser que um estatista devotado especifique qual das liberdades acima ele iria negar ao indivíduo, ele aprova, implicitamente, o livre mercado, a propriedade privada e o estilo de vida do governo limitado.

Se, em compensação, ele insistir que o indivíduo deve ser privado de uma ou mais liberdades acima, então o deixe defender a própria opinião. Tentar apresentar a opinião dele vai, com certeza, convence-lo melhor dos próprios erros do que qualquer argumento que um libertário pode imaginar. Deixe-o falar da própria iliberalidade (sic) ele mesmo!

Em resumo, ao invés de tentar explicar milhares de atividades governamentais que você iria eliminar, deixe o autor da pergunta astuciosa explicar somente uma atividade pacífica que ele iria negar ao indivíduo. Isto não é colocar o ônus da prova aonde ele pertence?


Anarquia Cotidiana

Stefan Molyneux

Clique aqui para ler

As Engrenagens da Liberdade

David D. Friedman

Clique aqui para ler

Teoria do Caos

Robert P. Murphy

Clique aqui para ler

Vícios não são crimes

Lysander Spooner

Clique aqui para ler