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Published on julho 14th, 2013 | by John C. Sparks

O governo tem que fazer isso!

A propriedade privada, a iniciativa privada, a esperança da recompensa e a expectativa da realização têm sido sempre, primariamente, responsável pelo avanço da humanidade. O progresso continuado – seja espiritual, mental ou material – repousa justamente sobre o melhor entendimento da ideia da liberdade individual de escolha e ação, com a responsabilidade pessoal de cada indivíduo por suas ações.

Para o propósito de ilustrar essa ideia, suponhamos que você tivesse vivido em 1900 e, de alguma forma, fosse confrontado com o desafio de encontrar uma solução para qualquer um dos seguintes problemas:

  1. Construir e manter estradas adequadas para o uso de transporte, seus operadores e passageiros.
  2. Aumentar a expectativa de vida em 30 anos.
  3. Levar instantaneamente o som de uma voz falando em um ponto a qualquer outro lugar ou lugares ao redor do mundo.
  4. Levar instantaneamente uma réplica visual de uma ação, tal como a posse de um presidente, para homens e mulheres sentados em suas salas de estar por todos os lugares dos Estados Unidos.
  5. Desenvolver um remédio preventivo contra a morte por pneumonia.
  6. Transportar fisicamente uma pessoa de Los Angeles a Nova York em menos do que 4 horas.
  7. Construir um meio de transporte não movido a cavalos com a qualidade e a capacidade descrita no ultimo material de propaganda de qualquer das montadoras de carros atuais.

Sem margem de dúvidas você teria selecionado o primeiro problema como uma das soluções mais fáceis. Na verdade, os outros problemas teriam parecidos impossíveis e provavelmente seriam rejeitados como fruto da imaginação de alguém.

Agora, vamos ver qual desses problemas foram resolvidos. O problema mais fácil foi resolvido? Não. Os problemas que pareciam impossíveis foram resolvidos? Sim, e nós nem pensamos muito neles.

Não é acidental que soluções foram encontradas onde a atmosfera de liberdade e propriedade privada prevalecia, na qual os homens poderiam pôr à prova suas ideias e ter sucesso ou falhar pelo seu próprio merecimento. Nem é acidental que a força coerciva do governo – quando ligada a um campo criativo como o transporte – tem sido lenta, laboriosa e sem imaginação na manutenção e substituição de suas instalações.

Não parece estranho que uma empresa automobilística privada pensou oportuno patrocinar uma competição com prêmios respeitáveis e conduzir sua própria pesquisa de maneira a corrigir as falhas do inadequado sistema público de rodovias? O dilema das rodovias tornou-se mais e mais agudo até que alguém além do gestor público procurou uma resposta. Se os pontos de propriedade tivessem sido revertidos em 1900 – isto é, o desenvolvimento de carros nas mãos do governo, e o das estradas para a iniciativa privada – nós iriamos hoje provavelmente estar participando de uma competição patrocinada pelos gestores privadas de rodovias para sugerir como melhorar o sistema governamental de carruagens sem cavalos de forma que pudesse acompanhar as melhorias propostas nas estradas.

Como poderiam as estradas serem construídas e operadas privadamente? Eu não sei. Esse é um assunto sobre o qual nenhum de nós foca sua capacidade criativa. Nós nunca pensamos criativamente em qualquer atividade executada pelo governo. Não é até que uma atividade se livre do monopólio que o pensamento criativo entra em ação.

Retorne a 1900. Poderia algum de nós, naquele momento, ter falado como resolver os seis problemas para os quais soluções foram encontradas? Suponha, por exemplo, que alguém poderia, naquela época, ter descrito o design e a performance dos últimos modelos de carros. Poderia algum de nós ter dito a ele como fazê-lo? Provavelmente não mais do que podemos descrever como construir ou operar rodovias privadamente nos dias de hoje.

Quem é responsável, então, pelas grandes conquistas no ramo automotivo e em geral? O Governo nunca tomou as rédeas dessas atividades! Ao invés disso, esses itens foram deixados à área livre, desabitada, do pensamento criativo. Milhões de horas de pensamento e julgamento crítico foram aplicados. E o fim ainda não chegou. Nem existirá um fim até a influencia inibitória do governo ser confinada a suas funções próprias de proteger a vida perante a lei (igualdade), e a propriedade de todos os cidadãos; enquanto os homens forem livres para testar suas ideias em um mercado competitivo e voluntário.

 

Tradução de Matheus Pacini. Revisão de Adriel Santana.


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